sexta-feira, outubro 10, 2008
Somente os livros lidos têm alma
Livros que já foram abertos, lidos,
tocados são livros que guardam um pouco
da sabedoria e da vida daqueles que um dia
os tiveram nas mãos.
Somente os livros lidos têm alma.


- Heloísa Seixas , Diário de Perséfone


crédito da foto: Paula Huven/Folha Imagem

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postado por Aleksandra Pereira às 6:10 PM | 11 comentário(s)
quarta-feira, abril 02, 2008
Costumo ler os blogs e sites que gosto através do Google Reader, por ser prático e para não correr o risco de perder alguma atualização bacana. Posso marcar com estrela o post que gostei e lê-lo depois, e uma coisa também legal é poder compartilhar os posts que mais gostei num endereço a parte:

ALEKSANDRA PEREIRA ITENS COMPARTILHADOS


Lá selecionei posts sobre design, literatura, novidades tecnológicas e vou postando o que mais pintar que valha ser mencionado e dividido.

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postado por Aleksandra Pereira às 2:34 PM | 3 comentário(s)
segunda-feira, março 31, 2008
Script Frenzy
Script Frenzy é um evento internacional de escrita, um desafio aos roteristas ao porpor que se escreva um roteiro de 100 páginas entre os dias 1 e 30 de Abril de 2008. A iniciativa é sem fins lucrativos, prêmios ou resultados oficiais. Para quem gosta de escrever e trabalhar com prazos como exercício criativo, é uma boa forma de se manter afiado.

No site o roteirista também encontra textos básicos para formatação de roteiros de cinema, televisão e peças teatro.

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postado por Aleksandra Pereira às 2:01 PM | 1 comentário(s)
quarta-feira, dezembro 26, 2007
Filosofando...

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postado por Aleksandra Pereira às 5:00 PM | 2 comentário(s)
quarta-feira, dezembro 19, 2007
Remédio
Algumas pessoas a gente ainda não conhece mas, por algum motivo, parecem íntimas, não é assim que acontece?

Bom, a pessoal que inspirou esse post não faz idéia de quem seja essa que vos escreve (ainda) mas fez e ainda faz uma diferença enorme, colossal, em minha vida. Desde que comecei os tratamentos para a depressão - antes deles, até - eu procurava alternativas para levantar o astral sem precisar me apoiar em medicações.

Escrevendo um conto - que acabou virando um roteiro - uma das personagens cresceu inspirada nesse homem. E terminei o roteiro com a seguinte observação: o quero como o senhor Morales de qualquer jeito!

Ele é cantor, ator, já com anos de estrada na bagagem. Divertido, charmoso, adorado por uns, odiado por outros, e muitos ainda o adoram às escondidas, assim como eu fazia.

Hoje, tentando apoiar uma grande amiga, receitei para ela esse potente antidepressivo. Não tem como ouvi-lo e não começar balançando a cabeça, batendo o pezinho, tentar acompanhar uma música. Ou cantar inteira, fala a verdade!

O remédio pode ser encontrado na seguinte embalagem:


Sem excessos não possui contra-indicação mas, se for se exceder,

me chama!

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postado por Aleksandra Pereira às 6:42 PM | 4 comentário(s)
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
CINEMA e MÚSICA | OLHANDO PARA FORA
Eu sou péssima para guardar nomes de música. E não pergunte sobre uma se estiver ouvindo outra, meu cérebro simplesmente não funciona. A facilidade que tenho para lembrar de atores e filmes não alcança o campo musical, o que é uma pena.

Mas cinema e música para mim são estritamente ligados, e de uma forma bem pessoal. E é o cinema (ou a TV) que tem alimentado minha paixão pela música.

Muitaz vezes o filme não é daqueles tops de uma lista com filmes imperdíveis mas, embalado por uma boa trilha, as cenas sempre me voltam ao pensamento.

Foi assistindo ao "A assassina" [Wild is the wind | I want a little sugar in my bowl | Feelilng good | Here comes the sun | Black is the color of my tru love's hair], que aprendi a amar Nina Simone. Ao ouvi-la novamente em "The Thomas Crown Affair" [Sinnerman], já me sentia em casa.

"Never been kissed" me fez reencontrar um antigo amor: Morrissey e The Smiths [Please, please, please, let me get what i want], além de me fazer gostar de Cardigans [Erase/Rewind] ao menos um pouquinho. O filme conta ainda, entre muitas outras canções, com Beach Boys [Don't worry baby], e John Lennon [Watching the wheels].

Lennon e Watching the wheels também estão na trilha de "Wonder Boys" e, Morrissey que me desculpe, mas aqui moram paixões ainda mais antigas: Leonard Cohen [Waiting for the miracle], Van Morrison [Philosophers stone], Neil Young [Old Man] e Bob Dylan [Thing have changed | Shooting star | Not dark yet | Buckets of rain]. Dylan pela primeira levou Oscar e Globo de Ouro, o que não é nada, perto da longa e deliciosa lista de outros hits seus, como a de "Identity" [I want you] . Quem canta a música é Amanda Peet, é verdade, mas eu sempre fico cantando junto:

"I want you,
I want you
I want you so bad.
Honey, i want you...
"


Já a música tema de um filme que mais mexe comigo é a do Superman.
Por ter gosto de sessão infantil do Iporanga no domingo, copo de coca-cola, balinhas coloridas, pai, irmã, eu pequena na cadeira grande, aquele lugar escuro, mágico, um reino só meu...

Outras foram ganhando seu espaço, mas essa é a melhor. Ao menos, a minha melhor.

___________________________

Recentemente a TV também me brinda com boa música, artistas veteranos que eu não conhecia mas que passei a admirar, pesquisar trabalho, vida. Minha maior fonte de "novas músicas" é a série "House M.D.". Ele é ranzina, é intratável, mas um excelente diagnosticador e com um maravilhoso gosto para música.

Seja para as escolhidas para pontuar somente as passagens, seja pelas que organicamente estão em cena, sempre me surpreendo:

Taj Mahal [Honky tonk women], mais conhecida com os Stones.
Elvis Costello [Beautiful], da Christina Aguilera (a dela é boa, mas a dele é melhor).
Al Green [Love and happiness].
Amos Lee e Norah Jones [Colors].
e
Solomon Burke [None of us are free]
Na primeira vez em que ouvi essa música, na série, chorei. Não lembro bem a situação, mas a força da letra, a voz de Solomon, o rei do rock e do soul como ele mesmo diz, me deixaram mexida.
Também gosto das versões com Lynyrd Skynyrd e Ray Charles (a do Ray no início parece trilha para filme de ação B, mas é ótima).

"
None of us are free
None of us are free
None of us are free
if one of us is chained
None of us are free
"

Solomon é um grande cantor de soul music, dono de uma voz fantástica e o autor de Can't get you off my mind, canção que Rob Fleming, o personagem de Nick Hornby, elege como a melhor que já ouviu em sua vida.

___________________________

Não tenho como separar, para mim estão ligados nesse nível de intimidade. Sempre ao ouvir as músicas remonto as tramas em minha cabeça, lembro um instante profundo e triste, um alívio cômico, um momento sensual. Mas sempre gerando imagens, o que acho que acabei levando para a literatura e pros contos.

Tomara que seja esse um fator positivo.



Essas são algumas das músicas
que andam pela minha cabeça -
mas as estrangeiras, olhando para fora.
Logo logo posto as que, olhando para dentro,
também mexem comigo.

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postado por Aleksandra Pereira às 4:18 PM | 5 comentário(s)
terça-feira, janeiro 30, 2007
Nós
Alexandre - Ana - Andréa - Carlitos - Claudia - Cynthia - Daniel -
Denise - Denise - Edval - Flávio - Frank - Handrik - Inagaki - Isa -
Ivan - Jannine - Leo - Luis Felipe - Maitê - Mariana - Paty - Pinta -
Tárcio, Raimundo e Cia. - Vivien - Xôn



Amigos que estão por aqui sempre, volta e meia. Que me deixam comentários, e-mails, cafuné e força. Que a cada texto me respondem sobre justamente aquilo que queria dizer, e o melhor, me acrescentam coisas, traços, vida.

Obrigada é muito pouco para agradecer todo o carinho de vocês.


Tão sentindo falta de alguém?

Eu sei. Falta o Lipe. Mas o Lipe, além de fazer parte dessa constelação de pessoas bacanas, merece esse adendo mais que especial, pela belezura de texto que me escreveu e que agora está lá no Do fim até o começo.

Para quem chegou agora, o Do fim até o começo é uma reunião de alguns textos que já passaram por aqui, que guardavam particularidades entre eles, e que me pediam esse tratamento diferencial. Separei-os, criei o site, e pedi para quem quisesse que me mandasse depois um texto para a orelha.

Ensaiei meu e-mail para pedir ao Lipe, mas cadê coragem?
Quem o lê lá no Liperama sabe como sua alma é aberta e sensível para enxergar detalhes inesperados, para admirar a vida que pulsa, para descrever com os olhos do coração.

E mesmo atribulado, correndo com suas coisas e sua vida, Lipe me mandou a orelha (lendo assim ele até parece o Van Gogh...). Texto lindo, minha gente. Li, reli, imprimi, distribuí para a família. Sério.

Disse a mim mesma que ainda não a havia colocado no blog por falta de tempo, mas não era isso. Era por me enxergar tanto naquelas palavras, por me ver entendida ali, por ver a minha arte apreciada. E vi que minha vergonha era boba.

E que o Lipe tem um coração enorme.

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postado por Aleksandra Pereira às 12:03 PM | 13 comentário(s)
sexta-feira, janeiro 26, 2007
As pedras do meu castelo | livros
Virginia Woolf | Oscar Wilde | Adélia Prado | Machado de Assis | William Shakespeare | | Miguel de Cervantes | Carlos Drummond de Andrade | Pat Conroy | Michael Cunningham | Italo Calvino | José Saramago | Marina Colasanti | Afonso Romano de Sant'Anna | W. B. Yeats | Jorge Luis Borges | Gabriel Garcia Marques | Federico Fellini | J.R.R. Tolkien | Miguel de Cervantes | Jostein Gaarder | Guimarães Rosa | Graciliano Ramos | Érico Veríssimo | Gonçalo M. Tavares | Luis Fernando Veríssimo | Paul Auster | Ira Levin | José Roberto Torero | Patricia Melo | Baudelaire | Milton Hatoum | Carlos Heitor Cony | Heloísa Seixas | Ruy Castro | Albert Camus | Goethe | H.G. Wells | Fernando Morais | Adriana Lisboa | Marion Zimmer Bradley | Monteiro Lobato | Bernard Cronwell | C.S. Lewis | Mário de Andrade | Lewis Carroll | Jonathan Swift | John Steinbeck | Nick Hornby | Helen Fielding | Homero | Sérgio Sant'Anna | Henry James | Julio Cortázar | Martin Amis | Clarice Lispector | Daniel Piza | Luiz Alfredo Garcia-Roza | Jane Austen | Franz Kafka | Stendhal | Voltaire | Fiodor Dostoievski | H.L. Mencken | Bernard Shaw | Marcel Proust | Adriana Falcão | Tchecov | George Orwell | Herman Melville | Lygia Fagundes Telles | Ana Maria Machado | Ana Miranda | Joseph Campbell | Dashiell Hammett | Ruth Rocha | Ferreira Gullar | Arthur da Távola | Leonardo Boff | Luigi Pirandello | Narciso de Andrade | Ingmar Bergman | Adolfo Bioy Casares | Stephen King | Nabokov | Marçal Aquino | Umberto Eco | Fernando Sabino | Olívia Goldsmith | Milan Kundera | Robert Louis Stevenson | Alberto Bevilacqua | Ismail Kadaré | Rita Apoena | Maitena | Darcy Ribeiro | Fernando Bonassi | Fabrício Carpinejar | David Mamet | Joseph Conrad | Paulo Mendes Campos | Tolstoi | Marcos Rey | Cecília Meireles | Manoel de Barros | Vinícius de Moraes | Rubem Fonseca | Moacir Scliar | Dennis Lehane | Colin Harrison | Amós Oz | ...

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postado por Aleksandra Pereira às 7:49 PM | 8 comentário(s)
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Carrossel do Destino
Composição: Antonio Nóbrega e Bráulio Tavares

Deixo os versos que escrevi,
As cantigas que cantei,
Cinco ou seis coisas que eu sei
E um milhão que eu esqueci.
Deixo este mundo daqui,
Selva com lei de cassino;
Vou renascer num menino,
Num país além do mar...
Licença, que eu vou rodar
No carrossel do destino.

Enquanto eu puder viver
Tudo o que o coração sente,
O tempo estará presente
Passando sem resistir.
Na hora que eu for partir
Para as nuvens do divino,
Que a viola seja o sino
Tocando pra me guiar...
Licença,que eu vou rodar
No carrossel do destino.

Romances e epopéias
Me pedindo pra brotar
E eu tangendo devagar
A boiada das idéias.
Sempre em busca das colméias
Onde brota o mel mais fino,
E um só verso, pequenino,
Mas que mereça ficar...
Licença,que eu vou rodar
No carrossel do destino.

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postado por Aleksandra Pereira às 10:52 AM | 18 comentário(s)
terça-feira, dezembro 19, 2006
90 anos de vida e poesia
VI

Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas
leituras não era a beleza das frases, mas a doença
delas.
Comuniquei ao Padre Ezequiel, um meu Preceptor,
esse gosto esquisito.
Eu pensava que fosse um sujeito escaleno.
- Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável,
o Padre me disse.
Ele fez um limpamento em meus receios.
O Padre falou ainda: Manoel, isso não é doença,
pode muito que você carregue para o resto da vida
um certo gosto por nadas…
E se riu.
Você não é de bugre? - ele continuou.
Que sim, eu respondi.
Veja que bugre só pega por desvios, não anda em
estradas -
Pois é nos desvios que encontra as melhores surpresas
e os ariticuns maduros.
Há que apenas saber errar bem o seu idioma.
Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor de
gramática.

(Manoel de Barros, em "Mundo Pequeno", (O Livro das Ignorãças))



"Parece que eu deveria ficar no meu canto comendo mingau.
Porém minha cabeça ferve de projetos."



(Pelo menos um tantinho, espero um dia poder errar bem o meu idioma como faz o poeta.)


Parabéns, Nequinho!




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postado por Aleksandra Pereira às 8:20 PM | 5 comentário(s)
sábado, dezembro 16, 2006
Yeats
Brown Penny

I whispered, 'I am too young,'
And then, 'I am old enough';
Wherefore I threw a penny
To find out if I might love.
'Go and love, go and love, young man,
If the lady be young and fair.'
Ah, penny, brown penny, brown penny,
I am looped in the loops of her hair.

O love is the crooked thing,
There is nobody wise enough
To find out all that is in it,
For he would be thinking of love
Till the stars had run away
And the shadows eaten the moon.
Ah, penny, brown penny, brown penny,
One cannot begin it too soon.





Moeda marrom


Eu suspirei: "sou jovem demais"
E depois: "já tenho idade suficiente";
Em todos os lugares em que joguei uma moeda
Para descobrir se deveria amar.
"Vá e ame, vá e ame, jovem rapaz,
Se a dama for nova e justa"
Ah moeda, moeda marrom, moeda marrom,
Estou preso nos laços do cabelo dela.

O amor é coisa torta,
Não há ninguém esperto o suficiente
Pra descobrir tudo que nele existe,
Porque ele estaria pensando no amor
Até que as estrelas tivessem partido
E as sombras devorado a lua.
Ah moeda, moeda marrom, moeda marrom,
Ninguém começa cedo demais.

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postado por Aleksandra Pereira às 12:01 AM | 7 comentário(s)
sábado, dezembro 02, 2006
Segredos
"Tinha diante de si a chave da vida e da morte. Mil vezes poderia morrer agora e mil vezes renascer, se quisesse. Seus sonhos - desejos, medos, ódios - estariam todos para sempre em suas mãos, as mãos soberanas - rainhas".


Trecho do livro "Diário de Perséfone",
de Heloísa Seixas

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postado por Aleksandra Pereira às 8:56 AM | 2 comentário(s)
sexta-feira, novembro 24, 2006
Escrevivendo
"Não consigo imaginar minha vida sem livros.
Há um verbo novo que costumo usar em crônicas e poemas:
'escreviver'. Eu escrevivo."




Affonso Romano de Sant'Anna
Poeta e escritor brasileiro

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postado por Aleksandra Pereira às 6:21 PM | 4 comentário(s)
Tive a oportunidade deliciada de rever ontem através da TV Câmara esse exemplo de parceria no amor à vida e aos livros. Marina Colasanti e Affonso Romano de Sant'Anna, 35 anos de casamento e cumplicidade, ainda encantados um com o outro. Lindos.

Algumas frases pinçadas:

"Ás vezes é nos desencontros que as almas se revelam"_Affonso

"Nós somos um e dois o tempo inteiro"_Marina

"Não concorra com a minha falta de memória, que você vai perder"_Affonso

"Poesia é uma maneira da alma humana respirar, transpirar diante do inexplicável"_ Affonso

Um pequeno poema, por Affonso:
"CHEGANDO EM CASA"

Chegando em casa com a alma amarfanhada e escura das refregas burocráticas, leio sobre a mesa um bilhete que dizia:

Hoje, 22 de agosto de 1994, meu marido perdeu deste terraço, mais um pôr-do-sol no Dois Irmãos, um canto de um Bem-te-vi e uma orquídea que entardecia sobre o mar.


Crédito da imagem: Josemar Gonçalves

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postado por Aleksandra Pereira às 11:23 AM | 3 comentário(s)
sexta-feira, novembro 10, 2006

"Quando me sento para escrever não o faço desde um lugar geográfico mas desde minha alma, minhas víceras, minha mente. Sou um mestiço desde qualquer ponto de vista, uma incessante mescla de tudo o que existe."

Efraim Medina Reyes
Escritor colombiano

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postado por Aleksandra Pereira às 9:13 AM | 2 comentário(s)
segunda-feira, novembro 06, 2006
amor + música
Musician in the Rain
Robert Doisneau

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postado por Aleksandra Pereira às 4:46 PM | 2 comentário(s)
quinta-feira, novembro 02, 2006
"Não existe isso de homem escrever com vigor e mulher escrever com fragilidade. Puta que pariu, não é assim. Isso não existe. É um erro pensar assim. Eu sou uma mulher. Faço tudo de mulher, como mulher. Mas não sou uma mulher que necessita de ajuda de um homem. Não necessito de proteção de homem nenhum. Essas mulheres frageizinhas, que fazem esse gênero, querem mesmo é explorar seus maridos. Isso entra também na questão literária. Não existe isso de homens com escrita vigorosa, enquanto as mulheres se perdem na doçura. Eu fico puta da vida com isso. Eu quero escrever com o vigor de uma mulher. Não me interessa escrever como homem."


Lya Luft, grande mulher e fonte de inspiração.

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postado por Aleksandra Pereira às 1:54 PM | 3 comentário(s)
quarta-feira, novembro 01, 2006
sinta

Please, Please, Please, Let Me Get What I Want
The Smiths

Good times for a change
See, the luck I've had
Can make a good man
Turn bad

So please please please

Let me, let me, let me
Let me get what I want
This time

Haven't had a dream in a long time

See, the life I've had
Can make a good man bad

So for once in my life

Let me get what I want
Lord knows, it would be the first time
Lord knows, it would be the first time


TRADUÇÃO
Por Favor, Por Favor, Por Favor Deixe-me Conseguir o Que Quero.

Bom momento para uma mudança
Veja, a sorte que tive
faria um bom homem
se tornar mal

Então por favor, por favor, por favor
deixe-me, deixe-me, deixe-me
conseguir o quero
dessa vez

Não tendo um sonho por um longo tempo
Veja, a vida que tive
faria um bom homem, mal

Então por uma vez na vida
deixe-me conseguir o que quero
O Senhor sabe que seria a primeira vez
O Senhor sabe que seria a primeira vez


FOTO: o adorado ator Alan Rickman

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postado por Aleksandra Pereira às 7:02 PM | 4 comentário(s)
quinta-feira, outubro 26, 2006
POÉTICA

De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.


A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O oeste é meu norte.


Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem


Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
- Meu tempo é quando.


Vinícius de Moraes nasceu no dia 19 de Outubro de 1913 no Rio de Janeiro, Brasil. Após a conclusão do curso de Direito, estreou-se com o livro "O Caminho para a Distância" em 1933. Com "Forma e Exegese", dois anos depois do primeiro livro, conquistou o Prémio Felipe de Oliveira. Em 1936 foi nomeado representante do MEC na Censura Cinematográfica, dormindo nas sessões e não censurando nada. Amigo de Manuel Bandeira e Drummond de Andrade, iniciou actividade de jornalista em 1941 no A Manhã e no Suplemento Literário. Em 1943 ingressou na carreira diplomática, vindo a servir nos EUA, na França e no Uruguai. Já na segunda metade da década de 1950, conheceu Antônio Carlos Jobim e João Gilberto, com os quais renovou a música popular brasileira através da Bossa Nova. Em 1959 ganhou a Palma de Ouro do Festival de Cannes e o Oscar de Hollywood com o filme Orfeu Negro, baseado na sua peça Orfeu da Conceição, como o melhor filme estrangeiro do ano. Passou a maior parte da sua vida participando artisticamente em shows, cinema, teatro, afirmando-se como o centro boémio de uma atitude de liberalização dos costumes. Morreu em 1980, na sua cidade natal, aos 67 anos. (in Vinícius de Moraes, Poesia, Agir, 1983)

[post inspirado após leitura no blog Insônia, de Henrique Fialho. Recomendo.]

Saudades. Como Stanislaw Ponte Preta um dia disse,
Vinícius não era um, era muitos:
"se fosse um só, seria Vinicio de Moral".

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postado por Aleksandra Pereira às 1:00 PM | 1 comentário(s)
terça-feira, outubro 24, 2006
O Eterno Espanto
Que haverá com a lua que sempre que a gente a olha é com o súbito espanto da primeira vez?
[Mario Quintana_
Da preguiça como método de trabalho, 1987]

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postado por Aleksandra Pereira às 6:05 PM | 2 comentário(s)

LÁGRIMAS LAVADAS© 2006, por Aleksandra Pereira. All rights reserved.