segunda-feira, novembro 28, 2005
- Cara de quem quer perguntar alguma coisa...
- Tudo, e ao mesmo tempo, nada.
- Poxa! Não respondi ao que me perguntou? Olha que eu fui até sincero nas respostas.
- Falou sobre meu trabalho, e nada sobre o que quero saber: sobre você.
- Acredite, não tenho nada de interessante para contar.
- Vê o que eu vejo? Você é uma incógnita, um enorme ponto de interrogação. Não ria, é sério. Nunca me sinto completamente à vontade perto de ti. Sempre tenho a impressão de sair da conversa nua, entregue, desarmada, e sem saber nada sobre você.
- Não sou um cara excepcional. Vai se decepcionar com o que pode descobrir.
- Me dê ao menos a chance de perceber isso sozinha.
- Não posso.
- E por que não?
- Não gosto de me sentir entregue e desarmado. É muito perigoso. E pelo que imagino, você fica bem melhor nua do que eu.

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postado por Aleksandra Pereira às 1:39 PM | 2 comentário(s)
sábado, novembro 19, 2005
COMPLETO TRANSTORNO

- Está fugindo de mim?
- Não.
- Não está?
- (...) Estou.
- E por quê?
- Droga! Por que ainda te desejo tanto, mesmo não querendo?
- Estou aqui, agora.
- Eu não posso. Eu também estou saindo, sentindo algo por outra pessoa...
- Quem?
- Alguém,você não o conhece...
- É o Mauro, não é?
- Como você sabe?
- Os outros te olham cobiçosos; ele não. O olhar dele é de completo transtorno.
- Não entendi.
- O olhar de um homem completamente apaixonado. Que sabe que você é dele, mas ao mesmo tempo que pode ser só por um instante. Ou te perder por qualquer coisa, e tem medo de descobrir que você nunca foi dele. Descobrir que você sempre estará pensando em outro, naquele que você realmente ama.
- Eu te desejo, não te amo.
- Ama. E disso eu tenho certeza.
- Ah é? E como?
- Pelo jeito que você me olha. Em completo transtorno.

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postado por Aleksandra Pereira às 2:15 PM | 3 comentário(s)
quinta-feira, novembro 17, 2005
"O ódio espuma. A preguiça se derrama. A gula engorda. A avareza acumula. A luxúria se oferece. O orgulho brilha.
Só a inveja se esconde."

- Zuenir Ventura
"Mal Secreto"

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postado por Aleksandra Pereira às 2:36 PM | 0 comentário(s)
sexta-feira, novembro 11, 2005
- Já está na hora de conversarmos, Isaura.
- Eu sei.
- Senti sua falta.
- Eu não.
- Teimosa como sempre!
- E você, mesmo velho, ainda é convencido.
- Posso pegar na sua mão?
- Que diferença isso pode fazer?
- Não fui um grande marido, não é mesmo?
- Não. (...) Foi. Eu queria te odiar, Agenor, com todas as minhas forças, mas não posso. Eu não consigo.
- Então me perdoa?
- Isso também não.

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postado por Aleksandra Pereira às 9:56 PM | 2 comentário(s)
sábado, novembro 05, 2005
"Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo..."


[Drummond]

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postado por Aleksandra Pereira às 2:09 AM | 2 comentário(s)
quarta-feira, novembro 02, 2005
- Quando sua mãe descobriu minha traição e me botou para fora de casa, achei que ela só estava preocupada com o que os outros iriam dizer sobre ela ter sido traída.
Fazendo as malas foi que percebi o que tinha era importante, e eu não via. Pode parecer clichê por ter acontecido dessa forma, mas quando me vi longe de casa, sem minhas coisas e uma nova família pra cuidar, percebi que havia jogado toda a minha felicidade fora.
Sua mãe é uma mulher maravilhosa, mas sempre foi muito teimosa, orgulhosa. Às vezes penso que se a Lucinda não tivesse ficado grávida, nós todos ainda estaríamos juntos. O pior é que na época eu nem gostava dela, foram só umas duas noites de aventura. Acho que já me arrependi o suficiente por isso.

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postado por Aleksandra Pereira às 8:41 PM | 5 comentário(s)

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