quinta-feira, fevereiro 08, 2007
3 atitudes ecoconscientes.
Minha querida e antenada Andréa do "In other worlds" me convidou para postar minhas 3 atitudes ecoconscientes. A idéia é a seguinte, e começou lá com a Lúcia no "Faça a sua parte", que conheci através da Denise do "Sturm and Drang":

"Poste as 3 atitudes ecoconscientes que você praticou/pratica/pretende praticar na sua vida (ou na sua casa, no seu trabalho, no boteco, etc.) para melhorar a situação ambiental do planeta Terra."


Essas são as minhas:

- papel. Bom, eu adoro escrever. Mesmo. Gosto de ver minha letra no papel, de olhar o quanto ela mudou desde que aprendi a juntar as letrinhas. Ver me ajuda a pensar, ter na mão me mostra solidez, estrutura, validade. Adoro livros, lê-los, emprestá-los, guardá-los. Até olhar para a minha estante, os prediletos, a história com cada um.

Mas preciso pensar objetivamente no que é legal para mim e o que é melhor para a Humanidade. E não é um ato corajoso, um grande sacrifício - afinal de contas, eu também estou por aqui - e o que melhorar para o mundo melhora também para mim. Não enxergo como uma forma egoísta de pensar - egoísta é não fazer nada por acreditar que não estará aqui quando tudo ruir.

Então, aprendi a concentrar minhas informações de forma virtual, e imprimir somente o necessário. Se preciso descartar, o verso serve de rascunho. Daí tudo vai para o lixo limpo, junto com as embalagens de papelão.


- energia elétrica. Eu me policio para não deixar luz acesa sem necessidade, e aprendi a escolher roupas básicas que não precisam passar. Só acendo as luzes quando a claridade do sol me falta, e ainda assim só no local em uso. Mesmo no calor, durmo sem ventilador (não, eu não sou sádica). Tenho telas nas janelas e me aproveito da luz da lua e dos ventos eventuais.

Meus hábitos são noturnos. Eu escrevo mais à noite, talvez pela tranquilidade, mas crio com mais facilidade nesse período. Sabendo disso, procuro economizar durante o dia - por não haver necessidade de luz e para não concorrer com os doidos que ligam tudo nos horários de pico... Mas também não abuso.

Outra: assumo meus cachos e não gasto com chapinha, secador ou coisas do gênero.


- água. Desligo o chuveiro em ensaboadas, e fecho a torneira para escovar os dentes. Tento diminuir a água para a louça, e reaproveitar o que posso. Manter as coisas em ordem facilita guardar água para as coisas devidamente importantes.



3 atitudes ecoconscientes. São poucas. Mas se cada um de nós fizesse o possível com suas 3, esse mundo e o nosso futuro seriam bem diferentes.



E você? O que anda fazendo para ajudar nosso planeta?

Faça a sua parte

Passe para a frente.

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postado por Aleksandra Pereira às 7:28 PM | 8 comentário(s)
Leo, acho que agora consegui: lembrei desse mico, que fiz QUESTÃO de esquecer. Os outros, infelizmente, são impublicáveis.

Pensei, pensei, e desencavei esse mico da época que tentei fazer faculdade de Relações Públicas aqui em Santos. Parei no segundo ano por descobrir que o curso não existia. Não sei como está hoje, mas na minha época eu não aprendia praticamente nada. O único professor com quem aprendi algo foi o Iberê Sirna. Acabei indo para São Paulo e me formei publicitária pela Cásper Líbero mas, antes disso, ainda aqui em Santos e na FACOS, o curso de jornalismo recebia para uma palestra o repórter Caco Barcellos. Eu era super fã dele, e me ofereci para auxiliar no evento, nem que fosse para ficar repondo copo descartável.

No dia do evento, uma das meninas-chave da coordenação não apareceu, e me deixaram no lugar dela. Minha função? Apresentar as instalações da faculdade para ele, fazer um resumo sobre o curso, blá, blá, blá.

Eu, ansiosa por demais. Imaginem, O Caco Barcellos, admirava o cara. Como nos desencontramos (o primeiro erro), comecei a apresentar as instalações de onde estávamos, do último andar, descendo para o primeiro. Lá ia eu, tremendo feito vara verde, o gajo educadíssimo e disfarçando não perceber meu interno mas quase transbordante transtorno, e aquela turba atrás de nós, como se todos fossem visitantes. Eu abria uma portinha, explicação básica, olhadela, fecha portinha, vamos para a próxima. Nesse meio tempo, ele me disse alguma coisa sobre um trabalho desenvolvido na época, eu toda saltitante, me sentindo a companheira de trabalho e praticamente trocando de curso naquele instante, vou abrindo sem aviso a porta do laboratório de rádio, conversando já intimamente com meu mais novo amigo de infância.

Daí olho um momento para todo mundo, incluindo umas duas professororas minhas, que congelam. Não tinha dado tempo dele entrar ainda para sua conferida rápida, o que foi a salvação, pois havia aberto a porta do bannheiro feminino. A companheira de equipe, trocando de roupa lá dentro, entregue pelo reflexo no encontro dos espelhos.

Presença de espírito instantânea, continuamos o passeio com uma multidão muda, praticamente um serviço religioso e profundo.

Nunca mais me chamaram para atuar em nenhum evento. Assim, sem motivo.

Logo Mico Publicável by Leo Indizível

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postado por Aleksandra Pereira às 5:17 PM | 7 comentário(s)
sexta-feira, novembro 24, 2006
"A Fria"
Após a divertida convocação para a postagem do meu "Sonho Possível", o mais novo pedido do Indível Leo versa sobre o "Meu mico publicável".


Vamos então aos fatos:

Um grande amigo, daqueles que ralam e muito em cada trabalho - e que hoje merecidamente coordena os programas brasileiros no Festival Internacional de Curtas de SP, me convocava sempre como diretora de produção para seus curtas.

Produzi três sob a direção dele, um com outro amigo, e ainda morro de saudades de nossas épocas de total falta de grana, mas de criatividade à mil.

Como diretora de produção do "Último dia", tive que correr atrás de muitas autorizações com a polícia, para podermos filmar nas ruas com tranqüilidade. Algumas cenas que seriam rodadas aconteceriam perto de meu antigo apartamento, na Vila Mariana, então entreguei a documentação do projeto para o Posto da Polícia da Sena Madureira, que me receberam muito educadamente. Autorizações entregues, agora correria para encontrar objetos de cena. O Sr. diretor William, sempre ele, me solicita um item bastante fácil de se encontrar por aí:

uma porta.

A porta que seria usada nas cenas do esconderijo da personagem da Laís.
Pois bem, lá vou eu atrás de uma porta que atendesse as solicitações. E não encontrava nada. Só que, perto de onde eu morava, na Sena Madureira mesmo, existia uma casa onde outrora funcionava uma escola de inglês, que estava vazia mas cheia de trecos na entrada. Passei na frente por acaso, e fiquei de voltar mais tarde.

Taí uma coisa que não deveria ter feito: voltar lá.

Pois é. Mas eu fiz. Deixei as coisas que trazia no caminho em casa, e voltei lá. Aqui sublinho: deixei TUDO em casa, inclusive documentos (crianças, nunca façam uma coisa dessas!), só levando minha chave. Estava lá eu, com minha camiseta da Mostra Internacional de Cinema, subindo as escadarias da casa que antes parecia tão inocente, agora me desperta receios. Olho para os lados, e só vejo pedaços de madeira, papelão e caixas para todos os lados. E nada de porta. Resolvo entrar mais na casa para observar seu interior, quando de repente começo a ouvir barulhos. E então pessoas, uns três ou quatro homens, surgem do nada (do nada não, de debaixo daquela montoeira de papelão e madeira!), e me perguntam o que eu estou fazendo invadindo e mexendo na casa deles.

Gelei.
Começo a recuar, tentando explicar que estava ali a trabalho, que não procurava por ninguém, e pensando "como está longe essa porta de entrada. Seja esperta. Corra enquanto pode". Do lado de fora, escuto carros freando bruscamente, próximo ao local. Meu instinto não sei porque pensou : "é a polícia, ficarei bem". Policiais então entram na casa, nervosos, recolhendo as pessoas que estavam ali escondidas, invadindo aquela casa. Começaram a arrastar TODAS as pessoas, incluindo essa que lhes escreve. Comecei a tentar explicar que não era mendiga (olha o nível da situação!), que estava ali a trabalho, mas a policial que me segurava não queria saber de conversa.

Continuei repetindo minha história, quando, por sorte minha, uns dos policiais presente no local havia me recebido no dia em que deixei as autorizações para as filmagens no posto de trabalho dele. Ele acabou me reconhecendo e confirmando que eu deveria estar ali só a trabalho realmente. Agradeci, corri de volta para casa agradecendo por não ter acontecido nada pior. A porta? Bem, acabei não arranjando porta nenhuma. Por coincidência, ao irmos filmar na casa da Carol, encontramos uma dentro de uma caçamba. Se não fosse por isso, lá estaria eu novamente atrás de uma outra porta. E torcendo para não entrar em outra fria, como aquela de filmar no estacionamento dos mafiosos lá na Treze de Maio.

Mais isso já é outra história...


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postado por Aleksandra Pereira às 7:12 PM | 12 comentário(s)
Meu queridíssimo amigo Ivan me convidou para que escrevesse sobre fatos estranhos, aleatórios e sem noção da minha personalidade. Já havia postado aqui minhas manias, um convite da Andréa N..

Mas, como um plus ao post das manias, coleciono também esses "gostos alternativos":

_Adoro cheiro de livro (e de jeans também).
_Gosto de nadar na chuva.
_Choro de soluçar com música folk irlandesa.
_Tenho uma estranha fascinação por espadas. Estranhas por serem instrumentos letais, eu sei, sou uma pessoa pacífica, mas a minha atração é grande. Talvez por isso goste dos contos celta, de tudo que ronde a lenda de Arthur, que queira fazer esgrima e assista a semana das artes marciais no NatGeo. É mais forte e mais antigo que eu, acreditem.

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postado por Aleksandra Pereira às 4:12 PM | 2 comentário(s)
terça-feira, outubro 24, 2006
"Sonho possível"
Meu sonho possível é publicar um livro. Um não, dois: um de contos, e um romance.

Já escrevi uma vez um post onde relatava minha já antiga paixão por livros. De um modo estranho, não guardo amigos de infância, olho para trás e não vejo raízes. Os únicos que reconheço facilmente são aqueles que me acompanham até hoje: Machado, Flaubert, Calvino, Shakespeare, Woolf, Rosa, Wilde, Veríssimos, Rey e outros tantos, sempre com um à mão.

Eternos companheiros. Minha biblioteca é meu santuário, meu conforto, paixão adquirida antes de me deixar envolver pelos já incalculáveis filmes que assisti. Mas foi de tanto ler que cresceu em mim o desejo de me tornar escritora, de criar e imaginar histórias para as mais diferentes vidas, mas as de pessoas comuns, com carne, osso e sentimentos.

Hoje escrevo roteiros para cinema, tv, vídeo. Adoro essa atmosfera de escrever, produzir, finalizar, esse trabalhoso e gratificante processo de atuar em equipe, saber ouvir e também falar na hora certa, bem diferente de meu ainda solitário hábito literário com os contos que posto aqui e que me deram a oportunidade de conhecer pessoas incríveis.

E esse hábito deixou de ser paixão, para se tornar amor para a vida toda.


Este post quem me propôs foi o queridíssimo Felipe do Liperama, através do projeto Sonho Possível, criado no blog Indizível. A idéia do Leonardo é reunir amigos blogueiros nessa postagem de sonhos, para nos conhecermos melhor. A proposta completa está disponível no link, e é uma oportunidade de conhecer esse outro blog bacana.


Adorei a idéia, e gostaria de convidar para levar essa corrente de sonhos possíveis para a frente a Andréa N. do In other worlds..., o Sandman of the Endless do [breviário de decomposição], e o Ivan, do Vertentes de Mim. Espero que gostem.

ilustração: Quint Buchholz _man on ladder

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postado por Aleksandra Pereira às 4:23 PM | 5 comentário(s)
sábado, março 11, 2006
MANIA DE MANIAS
A Andréa N., me enviou essa corrente bacaninha onde devo listar cinco manias, e funciona assim:
"Cada bloguista participante tem de enumerar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que o diferenciem do comum dos mortais. E, além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs aviso do 'recrutamento'. Ademais, cada participante deve reproduzir este 'regulamento' no seu blog."
Difícil...
Pensei, pensei, e acabei listando essas:

Andréa, querida, você não está sozinha nessa: uma mania minha é a de roer as unhas. Trato, cultivo, pinto. Quando estão grandes, rôo tudo, principalmente quando alguma coisa me preocupa. Aí começo tudo de novo...

Cadeiras (ou poltronas) centrais. No cinema, teatro, consultório médico, faculdade, tem de ser no meinho!

Escrever, de tudo. Frases soltas, pensamentos, desvarios. Tudo é material de inspiração para roteiros, contos, posts.

Guardar coisas. Revistas, entradas de cinema, shows, teatro, postais, cartas, bilhetes, fotografias... Só não guardo dinheiro!

Dormir coberta, pelo menos por um paninho. Atualmente, com o calor que faz aqui, me cubro com uma canga, caso contrário, não durmo direito.

Cabe mais uma?

A-M-O minha biblioteca. Não tem, nem de perto, o volume de livros que gostaria, mas sou ciumenta e caprichosa com eles, orgulhosa mesmo. Então, tenho mania de arrumar livros, sempre. De tirar tudo, espanar estante, limpar um por um, separar por autor...

Agora, a dúvida: pra quem passar essa corrente? Eu também nunca passo correntes, mas gostei desta, e gostaria que Ivan, Alexandre, Roberto, Denise (nova amiga!) e Luis Cristovão compartilhar conosco suas pequenas e deliciosas (por que não?).

P.S.:
tá, eu sei que o Alexandre e o Roberto respondem pelo mesmo blog, mas eles são dois, né?...



Update:
Faltou uma que eu também a-d-o-r-o: ouvir música no escuro!


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postado por Aleksandra Pereira às 9:25 PM | 6 comentário(s)
quarta-feira, março 08, 2006
UM DIA SÓ É POUCO


Sou metade, sou inteira.
Alegre ou triste, verdadeira.
Sou da Paz, sou guerreira.
Um pouco de tudo, e o
que Deus quiser.
Mas sou com raça, vou com
fibra. Sou mulher.



Nosso dia. Hoje, amanhã, sempre. Porque mulher não se contenta e nem merece um só dia. Abrimos caminho, erguemos bandeiras, queimamos sutiãs, amamos loucamente. Mulher é bicho teimoso mesmo. Graças a Deus.

Lavemos nossas lágrimas, companheiras. O mundo já e também é nosso, mesmo que às vezes tenhamos de elevar a voz para estabelecer nossos direitos.


Obs.:
Releiam este afago, de Adélia. Me furto a chama-la assim, intimamente. Alguém que sabe tanto sobre a alma da gente, e nos devolver esse conhecimento tão complexamente simples, é de casa, visita daquelas que se serve na geladeira.

Façamos como a Denise, brademos aos ventos. Só não percamos a voz.

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postado por Aleksandra Pereira às 12:30 AM | 9 comentário(s)
sábado, março 04, 2006
Ai, meus sais...
Inspirada na queridíssima Andréa N. que postou sobre a beleza marota de Vince Vaugh, resolvi escrever sobre o ator que me inspira, aquele por qual suspiro, o que considero o símbolo do homem perfeito: Colin Firth. Charmoso, inteligente, excelente ator, inglês...

E a opinião de que ele é o homem perfeito, não é só minha: Helen Fielding, ao escrever "Bridget Jones's Diary", sua inspiração para seu Mark Darcy foi o Fitzwilliam Darcy de "Orgulho e Preconceito", uma das principais obras de Jane Austen. Como Colin fez o papel do Coronel para a versão da TV Britânica BBC...

Torço para ver "Where the Truth Lies", do Atom Egoyam, com Colin e Kevin Bacon. Polêmico.

Ai, meus sais...

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postado por Aleksandra Pereira às 6:08 PM | 10 comentário(s)

LÁGRIMAS LAVADAS© 2006, por Aleksandra Pereira. All rights reserved.