sexta-feira, janeiro 30, 2009
Do fim até o começo

O tempo voa, não é mesmo?

Vejo isso nesse exato momento, enquanto escolho as palavras para contar o final do ano já com o pé encostando o fevereiro...

2008 foi um ano intenso. Para o bom e o ruim.

Li, estudei, questionei, vi as crises de Pânico irem embora, conheci o Alhzeimer de perto, vi as crises de Pânico voltarem, uma endometriose em progressão, um diagnóstico para possibilidades de cura. Colocando assim parece triste, mas olhando agora para 2008 eu teria que ser muito tapada se não passasse por tudo isso aprendendo alguma coisa. Percebo o quanto cresci com isso tudo, o quanto ainda preciso crescer.

Questionei tudo o que conhecia e tinha por certo, grata por confirmar que em muito já acertava, em outros tantos tive que dar uma acertadinha no foco. A gente passa por algumas coisas para perceber que sim, tudo podia ser bem pior, mas em menor ou maior grau a maneira como encaramos os problemas os fazem maiores ou menores. Tudo se resume mesmo em escolhas.

Eu sempre escolhi conhecer. 2008 me ensinou a aprender.
Que 2009 me ensine a viver bem com as minhas escolhas.


Beijo grande procês.

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postado por Aleksandra Pereira às 8:09 AM | 4 comentário(s)
segunda-feira, setembro 29, 2008
Como podemos ajudar?


O Projeto 10100 (pronuncia-se Projeto 10 elevado a 100) é uma convocação do Google em busca de idéias para mudar o mundo ajudando o maior número de pessoas possível.

Envie sua idéia até 20 de outubro.

E que as boas idéias se multipliquem por aí.

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postado por Aleksandra Pereira às 8:35 AM | 3 comentário(s)
"Ao contrário de outras datas, não há o que comemorar,
é um dia de luta, denúncia e reflexão.
(...) A Aids ainda não é uma questão superada.
É preciso combater a visão equivocada de que
a epidemia está controlada.
Ainda não é fácil viver com o HIV e a Aids".

Marcio Villard
Presidente do Grupo Pela Vidda/RJ

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postado por Aleksandra Pereira às 1:32 PM | 2 comentário(s)
sábado, novembro 24, 2007
Papo sério
Começar esse post foi difícil, mas com o passar dos minutos a vontade de escrevê-lo cresceu.

Queria dar uma justificativa para o meu afastamento do blog, para todos os incríveis companheiros de leitura que conquistei desde que o “Lágrimas” nasceu, e fui percebendo que precisava me justificar também para amigos próximos e, principalmente, para mim.

Não foi só daqui que me afastei. Ultimamente estive afastada de tudo. Perdi oportunidades, festas, até amigos, que entenderam falta de interesse ou carinho.

Sempre fui uma pessoa tímida. Desde pequena a principal característica era um livro nas mãos, óculos no nariz e silêncio. Nunca me senti sozinha assim, mesmo sabendo que precisava interagir mais com as outras crianças. E olha que eu brinquei muito de ”Rouba Bandeira”, “Taco”, “Queimada”, cheguei a montar um grupo feminino cover do “New Kids on the Block” (é ridículo, eu sei!), e comecei a “interagir” cedo com... rapazes. Uma garota normal.

Mas sempre carregava nas tintas da melancolia. Como parecia ser um traço da minha personalidade e não me atrapalhava em excesso, segui assim. Com o passar do tempo e a soma de fatores sérios como constantes crises de enxaqueca, me parecia mais do que normal me resguardar, preferir a tranqüilidade, admirar o silêncio. Aproveitei bem minha adolescência, poderia entrar na idade adulta mais calma, sem arrependimentos por algo que não tenha feito.

Mas as crises de enxaqueca aumentaram, e com elas a quantidade de nomes de remédios e médicos. Junto aos Machado, Woolf, Calvino, as bulas eram lidas com minúncia – pesquisadas, perguntadas, contestadas. E com a troca de remédios que ajudavam pouco – ou que atrapalhavam outro tanto – novos sintomas foram aparecendo: tristeza constante, falta de energia, irritação, insônia ou excesso de sono.

Aí para quem passa também por isso tudo vira uma bola de neve com você dentro, sem saber onde começa e termina alguma coisa: a auto-estima vai para o pé, fica difícil se concentrar ou tomar decisões, e o sentimento de falta de esperança cresce – não só ele, a gente também, pois o desconto na comida faz com que o peso aumente, diminuindo mais ainda a auto-estima, perdendo a esperança e...

Pois é.

De lá para cá já procurei inúmeros médicos, tomei fórmulas, remédios, tive crises de enxaqueca, de pânico, até crise por ter crises.

Aí começo a ouvir falar bastante sobre DEPRESSÃO. “Fulano tem depressão e não sai da cama”, “Sicrano se matou por causa da depressão”.
Putz. Será que é isso o que eu tenho?

Pesquisando, descobri que, segundo o DSM-IV - Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (4ª edição), existem alguns critérios para se diagnosticar uma depressão. Criaram uma tabela e dela, cinco ou mais dos sintomas relacionados devem estar presentes. Dentre eles, um é obrigatório: estado deprimido ou falta de motivação para as tarefas diárias, há pelo menos duas semanas – detalhe: eu falo de ANOS. Os sintomas são:

- Estado deprimido: sentir-se deprimido a maior parte do tempo;
- Anedônia: interesse diminuído ou perda de prazer para realizar as atividades de rotina;
- Sensação de inutilidade ou culpa excessiva;
- Dificuldade de concentração: habilidade freqüentemente diminuída para pensar e concentrar-se;
- Fadiga ou perda de energia;
- Distúrbios do sono: insônia ou hipersônia praticamente diárias;
- Problemas psicomotores: agitação ou retardo psicomotor;
- Perda ou ganho significativo de peso, na ausência de regime alimentar;
- Idéias recorrentes de morte ou suicídio.

De acordo com o número de itens respondidos afirmativamente, o estado depressivo pode ser classificado em três grupos;
1) Depressão menor: 2 a 4 sintomas por duas ou mais semanas, incluindo estado deprimido ou anedônia;
2) Distimia: 3ou 4 sintomas, incluindo estado deprimido, durante dois anos, no mínimo;
3) Depressão maior: 5 ou mais sintomas por duas semanas ou mais, incluindo estado deprimido ou anedônia.

Alguns fatores de risco para depressão:
- História familiar de depressão
- Sexo feminino (pois é)
- Idade mais avançada
- Episódios anteriores de depressão
- Parto recente
- Acontecimentos estressantes
- Dependência de droga

E ainda a disfunção neuroquímica, muito provavelmente uma disfunção do sistema serotonérgico:

“A depressão é uma patologia que atinge os mediadores bioquímicos que agem na condução dos estímulos através dos neurônios que possuem prolongamentos que não se tocam. Entre um e outro, há um espaço livre chamado sinapse absolutamente fundamental para a troca de substâncias químicas, íons e correntes elétricas. Essas substâncias trocadas na transmissão do impulso entre os neurônios, os neurotransmissores, vão modular a passagem do estímulo representado por sinais elétricos.
Na depressão, há um comprometimento dos neurotransmissores responsáveis pelo funcionamento normal do cérebro.”



Desde então, e com base nos diagnósticos feitos pelos Psiquiatras, oscilo entre a Distimia e a Depressão Maior. Bom, não importa como é chamada, ainda assim é um problemão.


O pior é que o sentimento de inadequação e desconforto agigantam, me fazendo perder prazer ou interesse por coisas que me davam tesão de fazer, ver, conhecer. Me isolei socialmente, querendo só ficar em casa, sem receber visitas ou atender ao telefone nas minhas piores fases. Por isso devo desculpas a alguns amigos, ex-namorados e pessoas pelas quais tenho a maior consideração do mundo, por deixá-los na mão em alguns momentos. No dia do meu último aniversário um grande e fenomenal amigo me ligou me parabenizando, e nós combinamos de nos encontrar no evento de Cinema que estava rolando por aqui. Eu não fui. Não tive coragem. Congelei. O deixei me esperando sem entender o que aconteceu, enquanto eu não havia nem saído de casa. Fiquei com medo. De me expor, de ficar chata, sei lá. Fugi.


Depressão não é só tristeza.
É uma doença, recorrente, que precisa de tratamento. Não desculpa as ações ou a falta delas, mas explica muita coisa. Eu tenho a imensa sorte de contar com amigos que não desistem de mim, por algum estranho motivo. Me cutucam, me ligam para um oi, me mandam mensagens de carinho. Tem muita gente boa por aí, e por aqui.


Acredito também que dei sorte com meu atual Psiquiatra. Tanto as conversas com ele quanto a medicação, surtem efeitos positivos. Eu sei que o processo é longo, a doença é recorrente, e virou assunto deste post para, se possível, ajudar alguém a procurar ajuda. Procure um Psiquiatra de confiança – se não concordou com o diagnóstico, troque. Fique em contato com os seus sentimentos para entender como as coisas acontecem de seu modo particular, pois cada caso é um caso. Busque grupos anônimos específicos espalhados pelo país, encontre pessoas que passam pelo mesmo problema, faz uma diferença enorme.

Para os amigos, estou bem.
Para os inimigos, que por algum motivo não querem me ver numa boa, azar o de vocês: eu estou bem.



Beijo grande.


Alguns links:
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?137
http://www.tj.sc.gov.br/institucional/diretorias/ds/enfermagem/dicas/depressao.htm
http://www.portalnatural.com.br/mostramateria.asp?codigodamateria=27
http://www.neuroticosanonimos.org.br/

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postado por Aleksandra Pereira às 2:02 AM | 15 comentário(s)
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
3 atitudes ecoconscientes.
Minha querida e antenada Andréa do "In other worlds" me convidou para postar minhas 3 atitudes ecoconscientes. A idéia é a seguinte, e começou lá com a Lúcia no "Faça a sua parte", que conheci através da Denise do "Sturm and Drang":

"Poste as 3 atitudes ecoconscientes que você praticou/pratica/pretende praticar na sua vida (ou na sua casa, no seu trabalho, no boteco, etc.) para melhorar a situação ambiental do planeta Terra."


Essas são as minhas:

- papel. Bom, eu adoro escrever. Mesmo. Gosto de ver minha letra no papel, de olhar o quanto ela mudou desde que aprendi a juntar as letrinhas. Ver me ajuda a pensar, ter na mão me mostra solidez, estrutura, validade. Adoro livros, lê-los, emprestá-los, guardá-los. Até olhar para a minha estante, os prediletos, a história com cada um.

Mas preciso pensar objetivamente no que é legal para mim e o que é melhor para a Humanidade. E não é um ato corajoso, um grande sacrifício - afinal de contas, eu também estou por aqui - e o que melhorar para o mundo melhora também para mim. Não enxergo como uma forma egoísta de pensar - egoísta é não fazer nada por acreditar que não estará aqui quando tudo ruir.

Então, aprendi a concentrar minhas informações de forma virtual, e imprimir somente o necessário. Se preciso descartar, o verso serve de rascunho. Daí tudo vai para o lixo limpo, junto com as embalagens de papelão.


- energia elétrica. Eu me policio para não deixar luz acesa sem necessidade, e aprendi a escolher roupas básicas que não precisam passar. Só acendo as luzes quando a claridade do sol me falta, e ainda assim só no local em uso. Mesmo no calor, durmo sem ventilador (não, eu não sou sádica). Tenho telas nas janelas e me aproveito da luz da lua e dos ventos eventuais.

Meus hábitos são noturnos. Eu escrevo mais à noite, talvez pela tranquilidade, mas crio com mais facilidade nesse período. Sabendo disso, procuro economizar durante o dia - por não haver necessidade de luz e para não concorrer com os doidos que ligam tudo nos horários de pico... Mas também não abuso.

Outra: assumo meus cachos e não gasto com chapinha, secador ou coisas do gênero.


- água. Desligo o chuveiro em ensaboadas, e fecho a torneira para escovar os dentes. Tento diminuir a água para a louça, e reaproveitar o que posso. Manter as coisas em ordem facilita guardar água para as coisas devidamente importantes.



3 atitudes ecoconscientes. São poucas. Mas se cada um de nós fizesse o possível com suas 3, esse mundo e o nosso futuro seriam bem diferentes.



E você? O que anda fazendo para ajudar nosso planeta?

Faça a sua parte

Passe para a frente.

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postado por Aleksandra Pereira às 7:28 PM | 8 comentário(s)
segunda-feira, outubro 30, 2006

Aprecie aquilo que você tem

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postado por Aleksandra Pereira às 8:18 PM | 2 comentário(s)

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