Chegando em casa ontem, zapeando, o SBT repetia a exibição do filme “A Assassina” [Luc Besson, versão americana de seu “La femme Nikita”]. Gosto do elenco – Gabriel Byrne, Bridget Fonda. Peguei o filme ainda no começo, mas me lembrava que havia uma personagem que pegava a Bridget Fonda e fazia com ela algo como no “Pigmalião”: refinava, transformava em uma nova mulher. Para tanto, precisava ser alguém elegante, que transpirasse cultura, requinte, refinamento.
Quem me acompanha, sabe que a adoro. Saber de seu falecimento, ano passado, foi como perder alguém da família. Espero que a organização do Oscar desse ano lembre-se dela, de toda a sua carreira, do caso de amor com o marido Mel Brooks, sua caracterização como a personagem trágica por excelência, num filme político, ainda que focado em revoluções menores, internas, entre quatro paredes: sua Mrs. Robinson, em “A primeira noite de um homem”.
Fará falta. Muita.
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